Siga-nos
  • Facebook
  • G+
  • Twitter
  • Orkut

Brasil Cria Remédio contra Quimioterapia

Postado Por: Nelson Lima em 4 de dezembro de 2015.


Brasil Cria Remédio contra Efeito de Quimioterapia 

Uma droga de produção inédita no Brasil, que reduz os efeitos colaterais do tratamento de câncer, deve chegar ao mercado no ano que vem, depois de ter sido aprovada há pouco mais de um mês pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Fiprima (filgrastim) é o primeiro medicamento biossimilar inteiramente desenvolvido no Brasil – e o primeiro da América Latina. Biossimilares são parecidos a medicamentos biológicos, que por sua vez são produzidos a partir de um organismo vivo, e não apenas por meio da manipulação química de sais em laboratório. Isso torna o seu desenvolvimento muito mais complexo.

Para se ter uma ideia, em todo o mundo existem apenas 20 biossimilares registrados, incluindo o produto brasileiro, que são considerados uma nova fronteira para a indústria farmacêutica global.

A nova droga é uma versão de um medicamento biológico originalmente desenvolvido pela Roche, cuja patente expirou no início dos anos 2000.

Ela é indicada para pacientes que apresentam o sistema imunológico comprometido pela realização de tratamento quimioterápico. O medicamento permite o restabelecimento da imunidade, evitando o surgimento de doenças infecciosas oportunistas.

O novo biossimilar foi desenvolvido pela Eurofarma. Por meio de um acordo de transferência de tecnologia, será produzido pela Fiocruz e distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com a produção própria, o Ministério da Saúde diz esperar economizar R$ 9,3 milhões por cinco anos.

Glóbulos brancos

O remédio é fundamental para os pacientes submetidos a tratamentos quimioterápicos e que acabam apresentando uma contagem muito baixa de neutrófilos – glóbulos brancos que ajudam no combate às infecções.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 12 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer em todo o mundo a cada ano. Apenas no Brasil, o Inca estima 580 mil novos casos em 2015.

A aprovação do remédio foi publicada no último dia 20 de outubro no Diário Oficial da União. O desenvolvimento do biossimilar contou com financiamento de R$ 12 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e levou dez anos para ser concluído.

Organismo vivo

Remédios biológicos como o Fiprima são muito mais complexos do que os remédios tradicionais justamente porque não são sintéticos. Ou seja, não dependem apenas de uma manipulação de substâncias químicas em laboratório para serem produzidos.

Os remédios biológicos são em geral proteínas produzidas por um organismo vivo – que pode ser uma bactéria, uma levedura ou uma célula de mamífero. Os cientistas alteram geneticamente esses organismos vivos para que passem a produzir exatamente aquela substância de que precisam e nada mais. Eles cultivam, então, os organismos para que se transformem em “fábricas” de proteínas.

“Os primeiros remédios biológicos surgiram nos anos 80″, explica a vice-presidente da Eurofarma, Martha Pena.

“Quando parecia que a indústria farmacêutica tinha começado a ficar limitada, que tínhamos resolvido parte das doenças e que outras, simplesmente, não conseguiríamos resolver, surgiu essa nova tecnologia que nos permitiu interferir em mecanismos biológicos, receptores de células, algumas formas de vírus.”

Tanto é assim, diz Martha Pena, que a Filgastrima foi um dos primeiros medicamentos biológicos desenvolvidos no mundo e, só agora, foi possível criar uma cópia. No caso, o Fiprima.

A farmacêutica tem hoje uma parceria em andamento com o Instituo Bio-Manguinhos, via Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que garante o abastecimento do mercado público e a transferência de tecnologia. Segundo Martha, o mercado privado deve absorver 50% das vendas do biossimilar e o governo, a outra metade.

“O processo de transferência (de tecnologia) prevê a incorporação das diversas etapas de produção paulatinamente”, explicou o diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Artur Couto.

“Neste caso, podemos dizer que o início dos processos se dá imediatamente a obtenção do registro por parte da Fiocruz, o que tem prazo para ocorrer até 12 meses após a assinatura do contrato. Estamos trabalhando para ter o contrato assinado ainda no primeiro semestre de 2016.”

Fonte: Terra

Compartilhe:



Comentários | Comente pelo Facebook:



Deixe uma resposta


Destaques Regionais
Impacto-25-Anos-Cobertura-Id
Jantar Impacto 25 Anos em Altônia
Em noite de gala foi entregue em Altônia o 25º Prêmio Qualidade Total concedido pela Impacto Pesquisas. Confira as fotos e vídeos da transmissão ao vivo re...
Comitê-Jovem-01
Inesquecível Young Night Sicredi
Reunindo mais de 2 mil jovens em Palotina o Sicredi lançou o Comitê Jovem. O professor Arthur Igreja palestrou sobre o tema “Protagonismo e Empreendedorismo...
ID2-Thamires-Ratti
Auxílio-Doença
O auxílio-doença é um benefício devido ao segurado do INSS acometido por incapacidade temporária (doença, acidente) para o trabalho, e subdivide-se em dua...
CDI-MT-Id
CDI – Centro de Diagnóstico Iporã
Conheça as modernas instalações do CDI - Centro de Diagnóstico Iporã. Uma infraestrutura completa com atendimento especializado nas áreas médica, odontol...



Conteúdos Relacionados

Classificados
Quinta das Carnes e Folheto no Mendes
Confira as Ofertas da Quinta das Carnes no Supermercado Mendes em Pérola, válidas para 20 de Setembro de 2018.
Oferta Maluca do Supermercado Luiz
Confira as Ofertas da Quinta Maluca do Supermercado Luiz, validas para 20 de Setembro de 2018.
Vagas de Emprego em Altônia
A Agência do Trabalhador de Altônia em parceria com empresários oferecem diversas vagas em 18/09/2018 na cidade de Altônia. Confira!
Super Ofertas no Depósito Aliança
Confira as Super Ofertas do Depósito Aliança válidas até 13 de Outubro de 2018, ou enquanto durarem os estoques.
  • Voltar
  • Avancar